Arte na Escola – EMEF Prof. João Toledo – Atividades dos alunos. Objetivo: Valorizar o trabalho e a dedicação dos alunos e Professores., Fonte para pesquisa e aprofundamento dos conteúdos.

Arquivo para a categoria ‘9º ano – História da arte, técnicas, vídeos, …’

História da Arte – Linha do Tempo

indicação –  site:

http://www.historiadaarte.com.br/linha/default.html

Tropicalismo

Tropicalismo ou Movimento tropicalista

Foi um movimento cultural brasileiro que surgiu sob a influência das correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o pop-rock e o concretismo); misturou manifestações tradicionais da cultura brasileira a inovações estéticas radicais. Tinha objetivos comportamentais, que encontraram eco em boa parte da sociedade, sob o regime militar, no final da década de 1960. O movimento manifestou-se principalmente na música (cujos maiores representantes foram Gilberto GilTorquato NetoOs Mutantes e Tom Zé); manifestações artísticas diversas, como as artes plásticas (destaque para a figura de Hélio Oiticica), o cinema (o movimento sofreu influências e influenciou o Cinema novo de Gláuber Rocha) e o teatro brasileiro (sobretudo nas peças anárquicas de José Celso Martinez Corrêa). Um dos maiores exemplos do movimento tropicalista foi uma das canções de Caetano Veloso, denominada exatamente de “Tropicália”.

O movimento surgiu da união de uma série de artistas baianos, no contexto do Festival de Música Popular Brasileira promovidos pela Rede Record, em São Paulo, e Globo, no Rio de Janeiro.

Um momento crucial para a definição da Tropicália foi o Festival de Música Popular Brasileira, no qual Caetano Veloso interpretou “Alegria, Alegria” e Gilberto Gil, ao lado dos Mutantes, “Domingo no Parque“. No ano seguinte, o festival foi integralmente considerado tropicalista (Tom Zé aí apresentou a canção “São Paulo”). No mesmo ano foi lançado o disco Tropicália ou Panis et circensis, considerado quase como um manifesto do grupo.

Abaixo vídeos sobre o Tropicalismo e apresentações nos festivais de 1967 e 1968:

A Tropicália. -Vídeo explicativo sobre o tropicalismo.                                                                                                                 http://youtu.be/Emm1oFoUtd0

Roda Viva – Chico Buarque – Festival Record 1967.    http://youtu.be/fEY9Z8LJfMY

Disparada – Jair Rodrigues – Festival Record . 1967.     http://youtu.be/JQE7ncRN0WA

Alegria, Alegria – Caetano Veloso – Festival Record. 1967.     http://youtu.be/eC4lwEvG3AE

Ponteio – Marília Medalha e Edu Lobo – Festival Record. 1967.   http://youtu.be/B9rLispdqio

Entrevista e Música.- Domingo no Parque – Gilberto Gil – Festival Record. 1967.  http://youtu.be/bl7xHuEtlyg

4º Festival da TV Record.1968 – São, São Paulo, Meu Amor – Tom Zé. e Divino, Maravilhoso -Gal Costa.  http://youtu.be/rY8bbyAkgBQ 

Tropicália – Caetano Veloso – Vídeo do You-tube:    http://youtu.be/1QDewD54yMA

Tropicalismo – documentário Rede Manchete -1992 -Parte 1 ( A imagem está ruim, mas o conteúdo é muito bom) http://youtu.be/F6xW3RdhjtY

Tropicalismo – documentário Rede Manchete – 1992 – Parte 2 ( A imagem está ruim, mas o conteúdo vale a pena) http://youtu.be/OwWz59TcLco

História do Teatro

Teatro e sua origem

A origem do teatro remonta às primeiras sociedades primitivas que acreditavam que a dança imitativa trazia poderes sobrenaturais e controlava os fatos necessários à sobrevivência (fertilidade da terra, casa, sucesso nas batalhas, etc). Estas mesmas danças eram feitas para exorcizar os maus espíritos. Portanto, a conclusão de historiadores aponta que o teatro, em suas origem, possuía caráter ritualístico.
Com o desenvolvimento do domínio e o conhecimento do homem em relação aos fenômenos naturais, o teatro foi aos poucos deixando suas características ritualísticas, dando lugar às ações educativas. Em um estágio de maior desenvolvimento, o teatro passou a ser o lugar de representação de lendas relacionadas aos deuses e heróis.

A Arte de Representar

O teatro ou a arte de representar floresceu em terrenos sagrados à sombra dos templos, de todas as crenças e em toda as épocas, na Índia, Egito, Grécia, China, entre outras nações e nas igrejas da Idade Média. Foi a forma que o homem descobriu para manifestar seus sentimentos de amor, dor e ódio.
São quatro os principais gêneros dramáticos conhecidos:
A tragédia, nascida na Grécia, segue três características: antiga, média e nova. É a representação viva das paixões e dos interesses humanos, tendo por fim a moralização de um povo ou de uma sociedade.
A comédia representa os ridículos da humanidade ou os maus costumes de uma sociedade e também segue três vertentes: a política, a alegórica e a moral.
A tragicomédia é a transição da comédia para o drama. Representa personagens ilustres ou heróis, praticando atos irrisórios.
O drama (melodrama) é representado acompanhado por música. No palco, episódios complicados da vida humana como a dor e a tristeza combinados com o prazer e a alegria.

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-do-teatro/historia-do-teatro.php#ixzz1vXdzpoGJ

Teatro na Pré-história

No princípio era a ação e da ação fez-se o drama. O ser humano sempre fez teatro, é uma necessidade inerente a nossa condição. Imagine o primeiro caçador, solitário, movido pela fome, perseguindo uma caça… O clima é de tensão e suspense pois pode também ser perseguido por ela, espreita, decifra pistas e sinais, aciona e aguça todos os sentidos, coordena informações de forma lógica e organizada, faz leituras, cálculos complicados, utiliza objetos como arma, concentra-se e desprendendo toda energia disponível ataca, luta com todas as forças, libera adrenalina para vencer o medo, não pode ser derrotado e finalmente vence, subjuga a presa e desfere o golpe mortal, uma mistura de êxtase e cansaço se apoderam dele, respira fundo, olha em volta e sente a necessidade demasiadamente humana de compartilhar esse momento, comunicar ao próximo as experiências vividas, comungar…

Com alguma dificuldade e correndo o risco de ser atacado por outros predadores volta carregando a caça ao ao núcleo comunitário, ao convívio seguro do grupo familiar. A caverna.

A capacidade de ordenar a memória é determinante para tudo o que ele faz, inclusive para imaginar e buscar o futuro (uma espécie de passado reinventado) mas ele vive no presente e tão logo chega em casa um faminto grupo de semelhantes o recebe entre júbilos e ataca a carne ainda fresca. O sol já se põe e uma fogueira é acessa na entrada da caverna, a carcaça do banquete é arrastada para o centro estabelecido pelo fogo, nosso caçador observa o banquete e a luta com a caça volta a sua lembrança, próximo a fogueira resta um esqueleto desmontado e uma manta de pele ensangüentada. Saciada a fome do grupo o caçador sente desejo de narrar o ocorrido, suas lembranças o empurram para o centro e com grunhidos e gritos entrecortados de pausas e movimentos que recriam a ação vivida ele vai contando a história, o que restou do bicho também parece cobrar vida e ele não vacila, agarra os ossos, veste a pele e urra imitando o animal caçado. A luz trêmula da fogueira projeta na parede da caverna sombras fantasmagóricas de um passado recente que pode ser também o futuro, o tempo se instala então também como tempo ficcional, eviternidade, presente continuo expandido e contagiante, o público reconhece por traz da máscara o ator e seu duplo. A mentira como veículo da verdade… a ação se recria o público quer fazer parte e acompanha aos gritos o ator, as sombras se multiplicam na parede, o êxtase vivido na experiência real se repete na encenação e então nosso ator sorri realizado, o teatro esta consumado… Talvez com esse ator tenha nascido também o educador, o sacerdote, o poeta. A fogueira que foi feita também se apaga. O sonho é luz nas trevas do sono. Amanhã recomeçamos.

por Chico Simões – http://www.mamulengo.org/artigos/umapre-historiaparaoteatrodeformasanimadas-1

Teatro na Grécia Antiga

A consolidação do teatro, na Grécia Antiga, deu-se em função das manifestações em homenagem ao deus do vinho, Dioniso ou Baco (em Roma). A cada nova safra de uva, era realizada uma festa em agradecimento ao deus, através de procissões. Com o passar do tempo, essas procissões, que eram conhecidas como “Ditirambos”, foram ficando cada vez mais elaboradas, e surgiram os “diretores de Coro”, os organizadores de procissões. Os participantes cantavam, dançavam e apresentavam diversas cenas das peripécias de Dionísio e, em procissão urbana, se reuniam aproximadamente 20 mil pessoas, enquanto que em procissões de localidades rurais (procissões campestres), as festas eram menores.
O primeiro diretor de coro foi Tespis, que foi convidado pelo tirano Pisístrato para dirigir a procissão de Atenas. Téspis desenvolveu o uso de máscaras para representar, pois em razão do grande número de participantes era impossível todos escutarem os relatos, porém podiam visualizar o sentimento da cena pelas máscaras. O “Coro” era composto pelos narradores da história, que através de representação, canções e danças, relatavam as histórias do personagem. Ele era o intermediário entre o ator e a platéia, e trazia os pensamentos e sentimentos à tona, além de trazer também a conclusão da peça. Também podia haver o “Corifeu”, que era um representante do coro que se comunicava com a platéia do acontecimento.
Em uma dessas procissões, Téspis inovou ao subir em um “tablado” (Thymele – altar), para responder ao coro,logo em seguida Tespis se passou por Dionisio, fingindo que o espírito de Dioniso adentrou no seu corpo, e assim, tornou-se o primeiro respondedor de coro (hypócrites). Em razão disso, surgiram os diálogos e Téspis tornou-se o primeiro ator grego.
Destaques:
Muitas das tragédias escritas se perderam e na atualidade são três Tragediógrafos conhecidos e considerados importantes: Ésquilo, Sófocles e Eurípedes.
-Ésquilo (525 a 456 aC aproximadamente) – Principal Texto: Prometeu Acorrentado. Tema Principal que tratava: Contava fatos sobre os Deuses e os Mitos.
-Sófocles (496 a 406 a.C.aproximadamente) – Principal Texto: Édipo Rei. Tema Principal que tratava: das grandes figuras Reais.
-Eurípides (484 a 406 a.C.aproximadamente) – Principal Texto: As Troianas – Tema Principal que tratava: dos renegados, dos vencidos (Pai do Drama Ocidental)
-Aristófanes e a Comédia: Dramaturgo grego (445 a 386 a.C.). É considerado o maior representante da comédia antiga.

Tragédia grega
Muito se discute a origem do teatro grego e, conseqüentemente, das tragédias. Aristóteles, em sua Poética, apresenta três versões para o surgimento da tragédia. A primeira versão argumenta que a tragédia, e o teatro, nasceram das celebrações e ritos a Dionísio, o deus campestre do vinho. Em tais festividades, as pessoas bebiam vinho até ficarem embriagadas, o que lhes permitia entrar em contato com o deus homenageado. Homens fantasiados de bodes (em grego, tragos) encenavam o mito de Dionísio e da dádiva dada por ele à humanidade: o vinho. Esta é a concepção mais aceita atualmente, pois explica o significado de tragédia com o bode, presente nas celebrações dionisíacas.
A segunda versão relaciona o teatro com os Mistérios de Eleusis, uma encenação anual do ciclo da vida, isto é, do nascimento, crescimento e morte. A semente era o ponto principal dos mistérios, pois a morte da semente representava o nascimento da árvore, que por sua vez traria novas sementes. A dramatização dos mistérios permitiria o desenvolvimento do teatro grego e da tragédia.
A terceira concepção para o nascimento da tragédia, e a aceita por Aristóteles, é de que o teatro nasceu como homenagem ao herói dório Adrausto, que permitiu o domínio dos Dórios sobre os demais povos indo-europeus que habitavam a península. O teatro seria a dramatização pública da saga de Adrausto e seu triste fim.
A análise das obras dos principais autores trágicos, Ésquilo, Sófocles e Eurípedes, como empreendida por Albin Lesky (A tragédia grega) e Junito Brandão (Teatro Grego: origem e evolução), nos conduz a um denominador comum da tragédia: o métron de cada um. Parte da concepção grega do equilíbrio, harmonia e simetria e defende que cada pessoa tem um métron, uma medida ideal. Quando alguém ultrapassava seu métron, seja acima ou abaixo dele, estaria tentando se equiparar aos deuses e receberia por parte deles a “cegueira da razão”. Uma vez cego, esse alguém acabaria por vencer sua medida inúmeras vezes até que caísse em si, prestes a conhecer um destino do qual não pudesse escapar.
A tragédia seria assim uma popularização do “mito de Procrusto”. Este convidava os viajantes a se hospedarem em sua casa, mas tinha uma cama muito grande e outra cama minúscula. Durante a noite, Procrusto procurava adequar o viajante à cama escolhida, serrando os pés dos que optavam pela cama pequena ou esticando os que escolhessem a cama grande. O objetivo de Procrusto era colocar cada um na sua medida, ou melhor, no seu métron.
Como ensinou Aristóteles, a tragédia não era vista com pessimismo pelos gregos e sim como educativa. Tinha a função de ensinar as pessoas a buscar a sua medida ideal, não pendendo para nenhum dos extremos de sua própria personalidade. Para o filósofo de Estagira, entretanto, a função principal da tragédia era a catarse, descrita por ele como o processo de reconhecer a si mesmo como num espelho e ao mesmo tempo se afastar do reflexo, como que “observando a sua vida” de fora. Tal processo permitiria que as pessoas lidassem com problemas não resolvidos e refletissem no seu dia-a-dia, exteriorizando suas emoções e internalizando pensamentos racionais. A reflexão oriunda da catarse permitiria o crescimento do indivíduo que conhecia os limites de seu métron. A catarse ocorreria quando o herói passasse da felicidade para a infelicidade por “errar o alvo”, saindo da sua medida ideal.
A questão da “medida de cada um” é recorrente na obra dos trágicos, mas trabalhada de forma diferente de acordo com a concepção de destino. O objetivo de Ésquilo era homenagear Zeus como principal deidade, prevendo o destino de cada um. Quando alguém tentava fugir de seu destino, por sair de seu métron, acabava cumprindo o destino escrito por Zeus. Basta ler a Oréstia para perceber a visão de destino e o papel de Zeus.
Sófocles, por sua vez, escreveu verdadeiras odes à democracia, pregando abertamente que somente ela poderia aproximar os homens dos deuses. Aquele que não respeitava a democracia (representada pelo coro), procurava se auto-governar e fugir de seu destino terrível, teria como resultado final aquele mesmo destino que destemidamente lutava contra. Para ele, o homem só encontraria sua medida na vida pública, atuando na pólis, por intermédio da democracia ateniense. Isso fica muito claro em Antígone (na oposição entre lei humana e lei divina, mostrando que a lei humana emanada pela democracia, ou coro se aproximava da lei dos deuses) e em Electra.
Em compensação, Eurípedes dizia que o coração feminino era um abismo que podia ser preenchido com o poder do amor ou o poder do ódio. É visto por muitos como o primeiro psicólogo, pois se dedicava ao estudo das emoções na alma humana, principalmente nas mulheres. Aristóteles o chamou de o “maior dos trágicos”, porque suas obras conduziam a uma reflexão – catarse – que os demais trágicos não conseguiam. Numa sociedade patriarcal e machista, Eurípedes enfatizava a mulher e como ela poderia fazer grandes coisas quando apaixonada ou tomada de ódio. Defendia que o amor e o ódio eram os responsáveis pelo afastamento da medida de cada um. Podemos destacar Medéia e Ifigênia em Áulis como duas peças de Eurípedes nas quais os sentimentos e emoções são levados à flor da pele.

Fonte: Wikipédia.

Teatro no Brasil

A implantação do teatro, no Brasil, foi obra dos jesuítas, empenhados em catequizar os índios para o catolicismo e coibir os hábitos condenáveis dos colonizadores portugueses. O padre José de Anchieta (1534-1597), em quase uma dezena de autos inspirados na dramaturgia religiosa medieval e sobretudo em Gil Vicente, notabilizou-se nessa tarefa, de preocupação mais religiosa do que artística.

Produção sem continuidade, ela não foi substituída por outra que deixasse memória, nos séculos XVII e XVIII, salvo alguns documentos esparsos. Sabe-se, de qualquer forma, que se ergueram “casas da ópera” nesse último século, no Rio, em Vila Rica, Diamantina, Recife, São Paulo, Porto Alegre e Salvador, atestando a existência de uma atividade cênica regular. A sala de espetáculos de Vila Rica (atual Ouro Preto) é considerada a mais antiga da América do Sul. Menciona-se o Padre Ventura como o primeiro brasileiro a dedicar-se ao palco, no Rio, e seu elenco era de mulatos.
A transferência da corte portuguesa para o Rio, em 1808, trouxe inegável progresso para o teatro, consolidado pela Independência, em 1822, a que se ligou logo depois o romantismo, de cunho nacionalista. O ator João Caetano (1808-1863) formou, em 1833, uma companhia brasileira, com o propósito de “acabar assim com a dependência de atores estrangeiros para o nosso teatro”. Seu nome vinculou-se a dois acontecimentos fundamentais da história dramatúrgica nacional: a estréia, a 13 de março de 1838, de Antônio José ou O Poeta e a Inquisição, “a primeira tragédia escrita por um brasileiro, e única de assunto nacional”, de autoria de Gonçalves de Magalhães (1811-1882); e, a 4 de outubro daquele ano, de O Juiz de Paz na Roça, em que Martins Pena (1815-1848) abriu o rico filão da comédia de costumes, o gênero mais característico da nossa tradição cênica.
Leonor de Mendonça, de Gonçalves Dias (1823-1864), distingue-se como o melhor drama romântico brasileiro. A trama, que poderia evocar Otelo, se constitui, na verdade, um antecipador manifesto feminista. E a comédia de costumes marcou as escolas sucessivas, do romantismo e até do simbolismo, passando pelo realismo e pelo naturalismo. Filiaram-se a ela as peças mais expressivas de Joaquim Manoel de Macedo (1820-1882), José de Alencar (1829-1877), Machado de Assis (1939-1908), França Júnior (1838-1890) e Artur Azevedo (1855-1908), notabilizado pelas burletas A Capital Federal e O Mambembe. Fugiu aos esquemas anteriores Qorpo-Santo (1829-1889), julgado precursor do teatro do absurdo ou do surrealismo.
A Semana de Arte Moderna de 1922, emblema da modernidade artística, não teve a presença do teatro. Só na década seguinte Oswald de Andrade (1890-1954), um de seus líderes, publicou três peças, entre as quais O Rei da Vela, que se tornou em 1967 o manifesto do tropicalismo. Naqueles anos, registrava-se a hegemonia do astro, representado por Leopoldo Fróes e depois por um Procópio Ferreira. Só em 1943, com a estréia de Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues (1912-1980), sob a direção de Ziembinski, modernizou-se o palco brasileiro. Mas a excelência do texto não iniciou ainda a hegemonia do autor, que se transferiu para as mãos do encenador.

Começava na montagem do grupo amador carioca de Os Comediantes a preocupação com a unidade estilística do espetáculo, continuada a partir de 1948 pelo paulista Teatro Brasileiro de Comédia, que contratou diversos diretores estrangeiros, e pelos elencos dele saídos – Cia. Nydia Lícia-Sérgio Cardoso, Cia. Tônia-Celi-Autran, Teatro Cacilda Becker e Teatro dos Sete. Maria Della Costa passou por ele enquanto esperava a construção de sua casa de espetáculos e adotou no Teatro Popular de Arte os seus mesmos princípios. O ecletismo de repertório desses conjuntos provocou, a partir do êxito de Eles Não Usam Black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, em 1958, uma guinada na política do Teatro de Arena de São Paulo, inaugurando a fase da hegemonia do autor brasileiro, ainda que tivessem estreado antes A Moratória, de Jorge Andrade (1922-1984), em 1955, e o Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna (n.1927), em 1956, além de outras obras.
Veio, em 1964, o golpe militar, e cabe dizer que ocorreu uma hegemonia da censura. Afirmou-se um teatro de resistência à ditadura, desde os grupos mais engajados, como o Arena e o Oficina de São Paulo e o Opinião, do Rio, aos dramaturgos como Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal, Dias Gomes, Oduvaldo Vianna Filho e Plínio Marcos. Autores afeitos ao veículo da comédia, a exemplo de João Bethencourt, Millôr Fernandes, Lauro César Muniz e Mário Prata, seguiram a mesma trilha. Número enorme de peças, até hoje não computado, conheceu a interdição.
Quando, a partir da abertura, os textos proibidos puderam chegar ao palco, o público não se interessava em remoer as dores antigas. Talvez por esse motivo, enquanto se aguardavam novas vivências, o palco foi preenchido pelo “besteirol”, ainda que Mauro Rasi, um dos seus principais autores, se encaminhasse depois para um mergulho autobiográfico. A partir dos anos 70, Maria Adelaide Amaral se tem mostrado a autora de produção mais constante e de melhores resultados artísticos.
Com a estréia de Macunaíma, transposição da “rapsódia” de Mário de Andrade, em 1978, Antunes Filho assumiu a criação radical do espetáculo, inaugurando a hegemonia dos encenadores-criadores. A tendência teve acertos, sublinhando a autonomia artística do espetáculo, e descaminhos, como a redução da palavra a um jogo de imagens. Aparados os excessos, essa linha, da qual participam nomes como Gerald Thomas, Ulysses Cruz, Aderbal Freire-Filho, Eduardo Tolentino de Araújo, Cacá Rosset, Gabriel Villela, Márcio Vianna, Moacyr Góes, Antônio Araújo e vários outros, está atingindo, nas temporadas recentes, um equilíbrio que ressalta todos os componentes do teatro.
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-do-teatro/historia-do-teatro.php#ixzz1vXg9mlrb

Graffiti – Grafite(arte)

Grafite (arte)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Grafitti)

Grafites no Muro de Berlim.

Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade.Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, [1] mais especificamente, da street art ou arte urbana – em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda há quem não concorde, pois acaba comparando o grafite com a pichação, que é bem mais controverso. [2]. Sendo que a remoção do grafite é bem mais fácil do que o piche.

 Descrição

Grafite em um muro de São Paulo.

Normalmente distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação, quase sempre considerada como contravenção. No entanto, muitos grafiteiros respeitáveis, como Osgemeos, autores de importantes trabalhos em várias paredes do mundo, aí incluída a grande fachada da Tate Modern de Londres,[3] admitem ter um passado de pichadores. Na língua inglesa, contudo, usa-se o termo graffiti para ambas as expressões.[4]

A partir do movimento contracultural de maio de 1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições de caráter poético-político, a prática do grafite generalizou-se pelo mundo, em diferentes contextos, tipos e estilos, que vão do simples rabisco como uma espécie de demarcação de território, até grandes murais executados em espaços especialmente designados para tal, ganhando status de verdadeiras obras de arte. Os grafites podem também estar associados a diferentes movimentos e tribos urbanas, como o hip-hop, e a variados graus de transgressão.

Dentre os grafiteiros, talvez o mais célebre seja Jean-Michel Basquiat, que, no final dos anos 1970, despertou a atenção da imprensa novaiorquina, sobretudo pelas mensagens poéticas que deixava nas paredes dos prédios abandonados de Manhattan.[5] Posteriormente Basquiat ganhou o rótulo de neo-expressionista e foi reconhecido como um dos mais significativos artistas do final do século XX. Atualmente no século vinte e um, muitas pessoas usam o grafite como arte em museus. Muitos museus conhecidos se encantaram pela beleza das ruas (o grafite), hoje em dia quem tem uma fachada decorada pela arte do grafite pode-se chamar de privilegiado, pois é uma arte muita bonita e mais bem feita do que artes feitas em telas, por isso que muitos adotaram esta maravilhosa idéia.

 

Fachada decorada com grafite, em Olinda, Pernambuco.

Estêncil

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Um estêncil (do inglês stencil) é uma técnica usada para aplicar um desenho ou ilustração que pode representar um número, letra, símbolo tipográfico ou qualquer outra forma ou imagem figurativa ou abstrata, através da aplicação de tinta, aerossol ou não, através do corte ou perfuração em papel ou acetato. Resultando em uma prancha com o preenchimento do desenho vazado por onde passará a tinta. O estêncil obtido é usado para imprimir imagens sobre inúmeras superfícies, do cimento ao tecido de uma roupa, Utiliza também a técnica de silhueta.

Por extensão de sentido, um estêncil é também um tipo de folha de papel fino que serve de matriz para impressão por mimeógrafo e a base da pintura serigráfica. Tanto na mimeografia, como na serigrafia, múltiplos estênceis são usados sobre a mesma superfície, produzindo imagens em mais de uma cor.

-Forma de grafite

Estêncil é também uma forma muito popular de grafite. De aplicação rápida e simples, seu uso reduz o risco implícito na execução de inscrições em locais não permitidos.

Arte urbana

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Arte urbana em Sao Paulo, Brasil.

Arte Urbana, urbanografia ou street art é a expressão que se refere a manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público, distinguindo-se da manifestações de caráter institucional ou empresarial, bem como do mero vandalismo.

Descrição

As princípio, um movimento underground, a street art foi gradativamente se constituindo como forma do fazer artístico, abrangendo várias modalidades de grafismos – algumas vezes muito ricos em detalhes, que vão do Graffiti ao Estêncil, passando por stickers, cartazes lambe-lambe (também chamados poster-bombs), intervenções, instalações, flash mob, entre outras. São formas de pessoas sozinhas, expressarem os seus sentimentos através de desenhos.

A expressão Arte Urbana surge inicialmente associada aos pré-urbanistas culturalistas como John Ruskin ou William Morris e posteriormente ao urbanismo culturalista de Camillo Sitte e Ebenezer Howard (designação “culturalista” tem o cunho de Françoise Choay). O termo era usado para identificar o “refinamento” de determinados traços executados pelos urbanistas ao “desenharem” a cidade.

 Galeria

Aerografia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Aerografia em Poá, Brasil.

A aerografia é uma forma de arte e uma técnica de pintura e ilustração semelhante ao grafite, mas que utiliza aerógrafos para sua execução.

História

Estudiosos da arte dizem que a aerografia surgiu na pré história, quando homens da caverna assopravam pigmentos (tinta) através de tubos derivados de osso de animais e bambus. Contemporaneamente, foi utilizada na indústria fotográfica do século 18 como equipamento de retocagem de fotografias, posteriormente, sua utilização se deu a nível industrial para pintura de peças e acessórios. Hoje em dia, é utilizado em diversas áreas como modelismo, artes gráficas, personalização de motocicletas, aplicação de bronzeamento a jato, carros e seus acessórios, aplicações em funilarias diversas, para aplicação de tatuagem, aplicação de maquiagem, pinturas em MDF, grafitti, pinturas e pulverizações em geral.

 Equipamento e acessórios

 Aerógrafo

Aerógrafo lince de dupla ação, gravitacional e mistura interna.

É o principal instrumento utilizado na aerografia, consiste num objeto similar a uma caneta, com um reservatório de tinta e ligado a uma mangueira de ar comprimido. O moderno aerógrafo foi inventado em maio de 1878, pelo americano Abner Peeler. Três anos mais tarde, em 1881, Peeler vendeu os direitos de sua invenção para Liberty Walkup por US$ 700 (setecentos dólares). Em 1883 surgiu a Rockford Air Brush Company, fundada porWalkup para fabricar o primeiro aerógrafo e comercializá-lo ao mundo.

 Latas aerossol

Eventualmente, pode-se também utilizar lata de aerossol como fonte do ar comprimido, as latas são carregadas com ar através de altas pressões, e possuem autonomia de cerca de 10 minutos de trabalho ininterruptos. Tem como grande vantagem, a eliminação do uso do compressor, e a possibilidade de pintar locais onde compressores não chegariam, além de serem facilmente transportadas. Como grande desvantagem, pode-se citar o tempo limitado de trabalho ininterruptos, e a impossibilidade de ajuste de pressão, em alguns casos.

Tintas e bases

As tintas utilizadas na aerografia são geralmente tintas a óleo, devido o fato de ser facilmente diluída em materias solventes e diluentes a base de cloreto de zinco como o thinner e água rás, além de misturar-se com outras colorações. São realizados misturas para se conseguir a cor ideal, a tinta não pode ser muito espessa, devido o fato de poder não fluir corretamente dentro do aerógrafo.

A base, é o material da tinta a óleo sem o pigmento, como o verniz. Servem para preparação da área a ser pintada, e para toque final, dando brilho ao trabalho.

 Técnicas

Exemplo de estêncil

Trabalho em um tanque de motocicleta efetuado sobre a técnica do Pin striping

Estêncil ou emascaramento

O estêncil, é uma técnica onde são recortada figuras em cartolinas ou materiais plástico denominadas máscaras, que são colocadas na superfícies a ser pintada, e preenchida com a tinta, obtendo o formato recortado da máscara, negativamente projetado na superfície.

Pin striping

Em português algo próximo de tirinhas, é uma técnica auxiliar da aerografia, onde utiliza-se pequenos pincéis ou equipamento apropriado (espécie de caneta que carrega uma carga de tinta com um bico injetor denominado Rollerbrush), e até mesmo fitas crepes e outras, onde consegue-se traços geometricamente lineares e bem finos, muito utilizado em motocicletas e veículos, adeptos do estilo vintage fazem uso da técnica.

Henri Matisse

Assista “Henri Matisse” no YouTube

Sustentabilidade – Video -Arte feita com Lixo

 Sustentabilidade
Arte feita com Lixo

Cores – Primárias, Secundárias, Harmonia, O Poder das cores,… – Atividade: Desenho e Pintura- 6º ano. Fontes: Wikipédia e ABRA.

 

Cores

- Primárias e Secundárias

Na Natureza amarelo, azul e vermelho são as cores primárias de onde todas as outras se originam a partir de suas combinações.

A combinação de cores primárias formam cores secundárias, que combinadas com cores secundárias formam cores terciárias e assim por diante.

  • amarelo + azul = verde
  • vermelho + amarelo = laranja
  • azul + vermelho = roxo ou violeta

Círculo cromático

A cor pode ser representada utilizando um círculo cromático. Um círculo de cor é uma maneira de representar o espectro visível de forma circular. As cores são arrumadas em seqüência em uma circunferência na ordem da frequência espectral.

 Cores Primárias

01 – Amarelo
05 – Azul
09 – Vermelho
 
Cores Secundárias
03 – Verde
07 – Violeta
11 – Alaranjado
 
Cores Terciárias
02 – Amarelo-Verde
04 – Azul-Verde
06 – Azul-Violeta
08 – Vermelho-Violeta
10 – Vermelho-Alaranjado
12 – Amarelo-Alaranjado
 
Observação: Cores Frias: Azul, Verde e Violeta, Cores Quentes: Vermelho, Laranja e Amarelo. As cores Amarelo-Verde (02) e Vermelho-Violeta (08) tanto podem ser frias quanto quentes, dependendo das cores dominantes.

Combinação de cores

Os artistas, designers e arquitetos usam as cores para causar situações na percepção humana. As cores podem se combinar[1] para geração destes efeitos. Por exemplo, pode se conseguir, com correta combinação, um ambiente mais calmo, uma pintura mais suave, desde que usemos percentagens de cores proporcionais e relacionadas.

Cultura e influência

Lápis de cor.

 

Culturas distintas podem ter diferentes significados para determinadas cores. A cor vermelha foi utilizada no Império Romano, pelos nazistas e comunistas. Usualmente é também a cor predominante utilizada em redes de alimentação fast food. O vermelho é a cor do sangue e naturalmente provoca uma reação de atenção nos indivíduos.

Outras cores possuem significados diferentes em culturas diferentes, como por exemplo o luto.

A COR, elemento indissociável do nosso cotidiano, exerce especial importância sobretudo nas Artes Visuais.

Na Pintura, Escultura, Arquitetura, Moda, Cerâmica, Artes Gráficas, Fotografia, Cinema, Espetáculo etc, ela é geradora de emoções e sensações.

A cor tem vida em si mesma e sempre atraiu e causou no ser humano de todas as épocas, predileção por determinadas harmonias de acordo especialmente com fatores de civilização, evolução do gosto e especialmente pelas influências e diretrizes que a arte marca.

Através da teoria da cor, do uso de várias gamas cromáticas, da sua aplicação e experimentação práticas, irão ser ministrados conhecimentos que lhe permitirão descobrir e explorar por si mesmo o mundo extraordinário da "HARMONIA DAS CORES" e passar a exprimir-se com maior segurança através do cromatismo. Entre tudo cores que combinam ex.rosa e magenta, azul celeste, etc…

Tabela de cores

Ver artigo principal: Tabela de cores
Nome Aparência
Marrom
Preto
Cinza escuro
Cinza
Cinzento
Prata
Pele
Branco
Bege
Amarelo
Laranja
Laranja claro
Vermelho
Escarlate
Carmesim
Bordô
Rosa
Magenta
Vinho
Violeta
Roxo
Azul escuro
Azul
Azul claro
Ciano
Turquesa
Verde escuro
Verde
Verde claro

 Psicologia das cores

Na cultura ocidental, as cores podem ter alguns significados, alguns estudiosos afirmam que podem provocar lembranças e sensações às pessoas. Às vezes, as pessoas no ano-novo colocam roupas com cores específicas para, no ano seguinte, ter o que a cor representa.

Ex: se uma pessoa passa o ano novo de verde, ela pode esperar esperança para o ano seguinte. Muitas pessoas passam de branco, esperando a paz.

  • Cinza: elegância, humildade, respeito, reverência, sutileza;
  • Vermelho: paixão, força, energia, amor, liderança, masculinidade, alegria (China), perigo, fogo, raiva, revolução, "pare";
  • Azul: harmonia, confidência, conservadorismo, austeridade, monotonia, dependência, tecnologia, liberdade, saúde;
  • Ciano: tranquilidade, paz, sossego, limpeza, frescor;
  • Verde: natureza, primavera, fertilidade, juventude, desenvolvimento, riqueza, dinheiro, boa sorte, ciúmes, ganância, esperança;
  • Roxo: velocidade, concentração, otimismo, alegria, felicidade, idealismo, riqueza (ouro), fraqueza, dinheiro;
  • Magenta: luxúria, sofisticação, sensualidade, feminilidade, desejo;
  • Violeta: espiritualidade, criatividade, realeza, sabedoria, resplandecência, dor;
  • Alaranjado: energia, criatividade, equilíbrio, entusiasmo, ludismo;
  • Branco: pureza, inocência, reverência, paz, simplicidade, esterilidade, rendição;
  • Preto: poder, modernidade, sofisticação, formalidade, morte, medo, anonimato, raiva, mistério, azar;
  • Castanho: sólido, seguro, calmo, natureza, rústico, estabilidade, estagnação, peso, aspereza.

COMO COMBINAR AS CORES - Introdução
Professor Laerte Galesso – ABRA

É certo afirmar que a preferência pelas cores depende de cada pessoa. Há, inclusive, um ditado que traz a indagação: “O que seria do Amarelo, se todos gostassem do Azul”?

É igualmente importante usar as cores de maneira intuitiva – como fazem os artistas.
No entanto, está cientificamente comprovado que determinadas combinações provocam efeitos visuais mais agradáveis do que se usarmos as cores de maneira aleatória. São as chamadas HARMONIAS, ou seja, as possíveis combinações entre as cores e seus tons, que transmitem ou ajudam a reforçar sensações e emoções.

Essas Harmonias podem ser aplicadas em qualquer projeto que envolve cor, seja nas Artes Plásticas, na Decoração, na Moda, na Psicologia, na Arquitetura, no Design ou na Publicidade, entre outros.

 

As cores juntas
 
As sensações anteriores referem-se às cores isoladas. Porém, quando juntamos duas cores, as sensações mudam completamente. Confira:

AZUL E PRETO
Transmitem antipatia e desvalorizam o conteúdo da mensagem, pela sensação de absurdo.

 
AZUL E BRANCO
Conferem harmonia de espírito, idéia de doçura e generosidade.
VERMELHO E AMARELO
Criam sensações de insatisfação, contraste acentuado de calor e impetuosidade.
VERMELHO E AZUL
Causam a sensação de força espiritual, requinte e delicadeza, sendo muito empregadas no apelo de vendas.
AMARELO E VERDE
Produz a sensação de eficácia. Visualmente, porém, não é uma combinação agradável, causando a impressão de que "algo está faltando".
VERDE E VERMELHO
Juntos inspiram a natureza, o estado primitivo e o equilíbrio entre frio e calor.
 

Matizes
 
Um item importante para todos que pretendem usar as cores em seus projetos é conhecer os Matizes. Exceto por um ou outro detalhe ou um trabalho específico, na grande maioria dos casos as cores são neutralizadas, clareadas ou escurecidas de acordo com as necessidades. Normalmente, os Matizes resultam em efeitos mais agradáveis do que as cores puras.
 
Para clarear, escurecer ou neutralizar uma cor, usa-se o Branco, o Preto e o Cinza. Essas cores são chamadas de Elementos Neutros e estão mais relacionadas ao “valor” do que com a cor. Também é possível neutralizar uma cor aplicando a sua Complementar Direta. Por exemplo: adicionando uma pequena quantidade de Violeta sobre o Amarelo, quebra-se a intensidade deste último, transformando-o num Matiz.

Arte Moderna e Arte Moderna no Brasil – Atividade: Releitura da obra “Operários” de Tarsila do Amaral

ARTE MODERNA – Fonte: Wikipédia

A arte moderna se refere a uma nova abordagem da arte em um momento no qual não mais era importante que ela representasse literalmente um assunto ou objeto (através da pintura e da escultura) — o advento da fotografia fez com que houvesse uma diminuição drástica na demanda por certos meios artísticos tradicionais, a pintura especialmente. Ao invés disso, e é aí que a idéia de moderno começa a tomar forma, os artistas passam a experimentar novas visões, através de idéias inéditas sobre a natureza, os materiais e as funções da arte, e com freqüência caminhando em direção à abstração. A noção de arte moderna está estreitamente relacionada com o modernismo.

 

Claude Monet – Impressão, Sol Nascente -1872

A ARTE MODERNA NO BRASIL

O modernismo brasileiro foi um amplo movimento cultural que repercutiu fortemente sobre a cena artística e a sociedade brasileira na primeira metade do século XX, sobretudo no campo da literatura e das artes plásticas.

Comparado a outros movimentos modernistas, o brasileiro foi desencadeado tardiamente, na década de 1920. Este foi resultado, em grande parte, da assimilação de tendências culturais e artísticas lançadas pelas vanguardas europeias no período que antecedeu a Primeira Guerra Mundial, tendo como exemplo do Cubismo , refletindo, então, na procura da abolição de todas as regras anteriores e a procura da novidade e da velocidade. Contudo, pode-se dizer que a assimilação dessas ideias europeias deu-se de forma seletiva, rearranjando elementos artísticos de modo a ajustá-los às singularidades culturais brasileiras.

Considera-se a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, em 1922, como ponto de partida do modernismo no Brasil.

Tarsila do Amaral (Capivari, 1 de setembro de 1886São Paulo, 17 de janeiro de 1973) foi uma pintora e desenhista brasileira e uma das figuras centrais da pintura brasileira e da primeira fase do movimento modernista brasileiro, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas.

"Operários" – Tarsila do Amaral – 1933

"Abapuru" – Tarsia do Amaral – 1928

"Antropofagia" -Tarsila do Amaral – 1929

Cubismo – Atividade – Cartaz sobre Violência

O Cubismo é um movimento artístico que ocorreu entre 1907 e 1914, tendo como principais fundadores Pablo Picasso e Georges Braque.

O Cubismo tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando todas as partes de um objeto no mesmo plano. A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real das coisas.

O movimento cubista evoluiu constantemente em três fases:

Principais características

  • geometrização das formas e volumes;
  • renúncia à perspectiva;
  • o claro-escuro perde sua função;
  • representação do volume colorido sobre superfícies planas;
  • sensação de pintura escultórica;
  • cores austeras, do branco ao negro passando pelo cinza, por um ocre apagado ou um castanho suave.

O cubismo se divide em três fases:

Cubismo Primitivo – (1907-1910) onde se reduz tudo a esquemas geométricos, em especial a cubos.

Cubismo Analítico – (1910-1912) caracterizado pela desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, o artista registra todos os seus elementos em planos sucessivos e superpostos, procurando a visão total da figura, examinado-a em todos os ângulos no mesmo instante, através da fragmentação dela. Essa fragmentação dos seres foi tão grande, que se tornou impossível o reconhecimento de qualquer figura nas pinturas cubistas. A cor se reduz aos tons de castanho, cinza e bege.

Cubismo Sintético – (1912-1914) reagindo à excessiva fragmentação dos objetos e à destruição de sua estrutura. Basicamente, essa tendência procurou tornar as figuras novamente reconhecíveis. Também chamado de Colagem porque introduz letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros nas pinturas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artistas em criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis

 Cubistas e artistas com obras cubistas

Juan Gris – Homem no Café

Atividade – Confecção de Cartazes com pesquisa sobre o Cubismo, imagens de violência (recortes de revistas, jornais, …) e o fundo com pintura cubista, inspirado na obra "Guernica" de Pablo Picasso.

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